quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Embrapa Semiárido recebe Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional




A Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) foi contemplada o 1º lugar do Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional, na categoria “Projetos Inovadores para Implantação no Território”, com o projeto “Lago de Sobradinho - Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA”. A premiação será entregue durante solenidade a ser realizada no dia 5 de dezembro, no Ministério da Integração Nacional, em Brasília-DF.

O pesquisador da Embrapa Semiárido e coordenador do Projeto Lago de Sobradinho, Rebert Coelho Correia, atribuiu ao trabalho em equipe à conquista do 1º lugar. “O projeto tem sido exitoso em suas ações e reconhecimentos, inclusive em premiações, em decorrência do envolvimento qualificado de grande número de empregados da Embrapa Semiárido, estagiários e uma equipe comprometida com os resultados. Agradeço a todos e compartilho esse momento de grande alegria”, declara.

Além desta primeira colocação, a empresa recebeu menção honrosa na categoria “Nordeste - Inovação e Sustentabilidade”, com o projeto “Desenvolvimento e Implementação da Certificação dos Vinhos do Vale do São Francisco”, desenvolvido pelo pesquisador Giuliano Elias Pereira, da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves-RS), que atua na Embrapa Semiárido. O trabalho, que conta com mais de 40 profissionais de diversas instituições de pesquisa, vem sendo desenvolvido há quatro anos e tem o objetivo de reunir informações a respeito das características dos vinhos produzidos na região, para elaboração de um dossiê que permita a obtenção do registro da Indicação de Procedência Vale do São Francisco – uma forma de garantir  a qualidade dos vinhos que chegarão aos consumidores, consolidar  o produto no mercado e atrair novos investidores.

Outras Unidades da Embrapa também foram contempladas com a premiação. O projeto “Geração Tecnológica Integrada Para Uso Sustentável da Biodiversidade: Maracujá Pérola”, coordenado pela pesquisadora Ana Maria Costa, da Embrapa Cerrado (Brasília-DF), obteve o 2º lugar na categoria “Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional”. Na mesma categoria, a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das almas-BA) recebeu menção honrosa pelo projeto “Biodiversidade Funcional Associada à Vegetação Espontânea e ao manejo de coberturas vegetais em pomar familiar de citros em sistema agroflorestal – Biodiverso”, que tem à frente o pesquisador Rômulo Da Silva Carvalho. Mereceu menção, ainda, na categoria Nordeste – “Inovação e Sustentabilidade” o projeto “Sisteminha Embrapa UFU FAPEMIG - Produção Integrada de Alimentos”, liderado pelo pesquisador Luiz Carlos Guilherme, da Embrapa Meio-Norte (Teresina-PI).

O Projeto - Fruto de uma parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), o projeto Lago de Sobradinho vem sendo desenvolvido desde 2010 nos municípios baianos do entorno do lago formado pela Barragem de Sobradinho – Casa nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho. A meta inicial era beneficiar, direta ou indiretamente, cerca de 594 e 9 mil agricultores familiares, respectivamente. Até outubro de 2017, esse número cresceu para 744 e mais de 13 mil beneficiados.

Uma equipe multidisciplinar formada por 31 pesquisadores e analistas da Embrapa, distribuída entre os 14 Planos de Ação componentes do projeto, é responsável por executar uma ampla programação de capacitações e experimentações agrícolas que tem incrementado nas propriedades uma infraestrutura produtiva, impactando na geração de renda e desenvolvimento das comunidades rurais.

A equipe desenvolve atividades que contemplam a diversidade agrícola da região, como olericultura (cebola, melão e melancia), a bovinocultura (leite e carne), caprino e ovinocultura, piscicultura, apicultura, fruticultura de sequeiro, cultivos alimentares (milho, feijão-caupi e mandioca), recuperação de mata ciliar, indicadores de desenvolvimento sustentável e beneficiamento de produtos da agricultura familiar (carne, leite, mandioca e frutas), além de estudos das cadeias produtivas de três atividades agrícolas relevantes na região: apicultura, criação caprina e ovina e piscicultura.

Um dos instrumentos metodológicos adotados para realização das atividades são os Campos de Aprendizagem (CAT), uma espécie de espaço pedagógico para experimentações técnicas individuais e comunitárias, e programação de atividades de formação e de capacitação.

Ao longo dos anos, o projeto vem se consolidando e alcançando resultados significativos. Em apenas uma das atividades produtivas contempladas, a olericultura, foram registrados incrementos de produtividade acima de 80% economia de 50% de água, 80% de fertilizantes e 30% de mão de obra. Na apicultura, os cursos de capacitação e apropriação tecnológica fizeram as produtividades saltarem de aproximadamente 13 kg/colmeia/ ano para cerca de 40 kg/ colmeia/ ano.

O Prêmio - A premiação surgiu em 2009 como uma das estratégias do Ministério da Integração Nacional para estimular o processo de discussão e divulgação da Política Nacional de Desenvolvimento Regional – PNDR, intitulado “Prêmio Nacional de Desenvolvimento Regional Edição 2010: homenagem a Celso Furtado”. Na edição seguinte, o nome do consagrado economista brasileiro foi incorporado permanentemente à denominação do Prêmio que passou a se chamar "Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional".

O prêmio visa fomentar, discutir e divulgar estratégias que contribuam para o desenvolvimento regional em todo o País, levando em conta as potencialidades e a realidade de cada lugar, além de envolver o poder público e a sociedade civil organizada na discussão e na identificação de medidas concretas para a redução das desigualdades de padrão de vida entre as regiões brasileiras e a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Esta edição contou com a inclusão de categorias específicas para a Amazônia, o Nordeste (Semiárido) e Centro-Oeste (faixa de fronteira), tendo um total de seis categorias: Produção do Conhecimento Acadêmico; Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional; Projetos Inovadores para Implantação no Território; Amazônia –Tecnologia e Inovações para o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA); Centro-Oeste –- Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira; Nordeste – Inovação e Sustentabilidade. Os primeiros e segundos colocados em cada categoria receberão R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente e Diploma de  Reconhecimento  de  Mérito  na  categoria  em  que concorreu.

Nas três primeiras edições o prêmio homenageou a três brasileiros, Celso Furtado, Rômulo de Almeida e Armando Dias Mendes, pela importância deles como responsáveis pela condução do processo de reconhecimento político, social e econômico da questão regional brasileira e de inserção do tema na agenda de governo e no centro do debate nacional, a partir da década de 1950. Em sua quarta edição homenageia o geógrafo Milton Santos falecido em 2001, cujas teorias contribuíram para a compreensão do território nacional contemporâneo, bem como do processo de urbanização da América Latina e do Brasil.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Blog responde a consulta de leitor

José Fernandes em apiário na área rural de Casa Nova (BA)
Após leitura da reportagem "Na seca, ração balanceada impede abelhas de abandonar colmeias", Joaquim José Neto encaminhou mensagem ao blog solicitando orientação quanto aos ingredientes, suas quantidades, bem como o processo de preparo de ração para fornecer as abelhas nos períodos de estiagem.

Em consulta ao especialista em apicultura, José Fernandes Neto - Eng° Agrônomo, lotado no escritório de Juazeiro (BA) da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculado ao Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar SETAF) - declarou que "existem diversas as formulações de ração". Contudo, a que ele tem recomendado nos diversos treinamentos e capacitações que realiza 

No caso de uma ração proteica capaz de suprir a necessidade de pólen das abelhas a ração é a seguinte:

Ingredientes
- 500g extrato de soja;

- 500g fubá de milho;

- 500g farinha de trigo sem fermento;

- 500g açúcar refinado.

Modo de preparo
Mistura tudo e fornece em cochos coletivos...seca mesmo...

Para a preparação de um xarope voltada ao suprimento de néctar, a receita é a seguinte:
Ingredientes

1 litro d'água;

500g de açúcar(o mais barato);

2 colheres de sopa de suco de limão.

Modo de preparo
 
Coloca a água e o açúcar para ferver e mexe para dissolver.
Assim que estiver dissolvido, coloca as 2 colheres de suco de limão e deixa fervendo por mais 3 minutos.

Deixa, então, esfriar e fornece para as abelhas.
Isto pode ser feito em bebedores individuais ou em cochos coletivos. 
Em cochos, não esquecer de ter o cuidado de colocar madeiras, isopor, pedras etc para que as abelhas não morram afogadas no xarope.
Ainda de acordo com José Fernandes Neto, "é importante o fornecimento das duas alternativas (ração seca e xarope) pelo menos, 2 vezes por semana.

Outro fator muito importante é disponibilizar água limpa durante todo o período da seca nos apiários. 
"Abelhas precisam de muita água e nunca deve faltar", alerta o agrônomo. 

Aqui, o blog destaca um sistema simples, eficiente e barato de abastecimento de água para as colmeias.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Professora fala da parceria do projeto com o Colégio 7 de Setembro, de Sento Sé.

As equipes de profissionais do Projeto Lago de Sobradinho - tanto os pesquisadores da Embrapa Semiárido quanto os técnicos e gestores da Chesf - estão empenhadas em formalizar a doação de área para o Colégio Sete de Setembro onde disciplinas do curso de nível médio (Técnico em Agropecuária) possam dispor de estrutura de práticas pedagógicas e de experimentações agrícolas para elevar o nível de formação dos estudantes.

Em recente visita às instalações do colégio, o pesquisador Rebert Coelho Correia, e membros do Comitê de Cidadania dos Chesfianos, João Paulo Aguiar e Gustavo Ribeiro Aguiar, estiveram reunidos com a diretoria e professores  a fim de discutirem providências para a aquisição de um terreno de 2 ha vizinho ao Sete de Setembro.


Na ocasião,  Gustavo Ribeiro de Aguiar, que atualmente preside o Comitê de Cidadania dos Chesfianos, entrevistou a professora Adébora de Almeida Ribeiro sobre aspectos da parceria entre o colégio e o Projeto Lago de Sobradinho. 


Inicialmente ela comenta sobre os benefícios que acarretou para os jovens de Sento Sé essa parceria: 




Na sequência, Adébora, que era diretora do Colégio Sete de Setembro quando tiveram inicio os trabalhos conjuntos as equipes do projeto, põe em destaque a presença da Chesf e do seu Comitê da Cidadania no apoio à doação de equipamentos e treinamentos para  estruturar as práticas pedagógicas.


Por fim, ela comenta a importância do terreno para a melhoria da formação profissional dos estudantes matriculados no curso de Técnico em Agropecuária. 




Atualmente, o terreno em discussão já encontra-se totalmente cercado, dispondo de rede elétrica e com um sistema de irrigação por gotejamento já instalado. No local, sob os cuidados de professores e alunos, já se pode ver plantios de espécies alimentares e forrageiras: feijão, milho, sorgo, guandu, leucena, gliricídia, palma, atriplex, milheto, pornunça, além de fruteiras nativas.


sábado, 17 de junho de 2017

Projeto disponibiliza publicações técnico-científicas

O Projeto coordenado pela Embrapa e a Chesf não promove apenas ações de desenvolvimento agrícola. Ao lado de iniciativas inovadoras e metodologias participativas voltadas para a transferência de tecnologia, promove-se, também, a realização de pesquisas para gerar informações e dados acerca das características do solo, água e produção agropecuária dos municípios baianos de Sobradinho, Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado e Sento Sé. 

As publicações podem ser acessadas aqui.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ensino e desenvolvimento são as marcas da Expo7



Minicursos são parte importante na programação da Expo7
A Expo7 - evento que mistura demonstrações de tecnologias, minicursos e apresentações culturais - é mais uma inovação que o Colégio Sete de Setembro tem a exibir na sua longa trajetória de estabelecer uma educação que integre o conteúdo do currículo escolar a práticas pedagógicas que envolva ensino e cidadania. Deste modo, forma estudantes para  intervirem no desenvolvimento do município, Sento Sé.
Na terceira edição da exposição, realizada nos dias 1 e 2 de dezembro, o movimento de estudantes e professores não cessava em torno dos pequenos canteiros, do viveiro onde se produzem mudas de plantas forrageiras para distribuição a agricultores, e participando de minicursos sobre Uso do GPS na agropecuária, Sistema integrado alternativo para produção de alimentos (Piscicultura), Beneficiamento de frutas, Produção e armazenamento de Forrageiras, Análise de água e solo e Aproveitamento de água de chuva.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Evento em Sento Sé aproxima escola e comunidade


Alunos demonstram tecnologias

Nos dois primeiros dias do mês de dezembro, o Colégio Estadual 7 de Setembro, em Sento Sé (BA), realizará a terceira edição da Expo7 – evento com programação de palestras, minicursos e demonstrações de tecnologias, voltado para estimular a formação dos alunos vinculada às demandas do desenvolvimento da comunidade.
Estudantes e professores dos cursos profissionalizantes de Agropecuária, Agronegócio, Serviços Públicos e Administração, além daqueles do ensino fundamental e médio, são público cativo. Contudo, a exemplo das versões anteriores, vão participar, também, pesquisadores e técnicos da Embrapa Semiárido, da CHESF, do Sebrae, do Banco do Nordeste e agricultores vinculados a associações e cooperativas locais. 

domingo, 6 de novembro de 2016

Estudo traz contribuições para o desenvolvimento da apicultura no território da borda do Lago de Sobradinho



Capacitações e novas técnicas melhoram produtividade da apicultura, aponta estudo.
 No levantamento de dados que fez em 2010, para estudo da cadeia produtiva do mel, nos cinco municípios à margem do lago formado pela Barragem de Sobradinho, o pesquisador José Lincoln Pinheiro de Araújo, da Embrapa Semiárido, identificou apenas um apicultor que mantinha seus apiários conforme as normas recomendadas pela pesquisa e a assistência técnica: além das caixas (ninho e melgueira) padronizadas, as colmeias eram assentadas em cavaletes e cobertas por telhas para ficarem protegidas das intempéries do clima.
Seis anos depois, ao menos em algumas comunidades das áreas rurais de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho, a situação está alterada. Em parte, pelas atividades de pesquisadores e técnicos do Projeto Lago de Sobradinho, executado pela Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco.